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Deputado estadual Amilton Filho, do MDB, morreu aos 41 anos em um acidente na BR-050, em Cristalina.

ByRedação

27 de Setembro, 2026
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A morte do deputado estadual Amilton Filho, do MDB, aos 41 anos, provocou forte repercussão em Anápolis e em diferentes regiões de Goiás.

O parlamentar morreu na madrugada de sábado (26), após um acidente de trânsito na BR-050, nas proximidades do aeroporto de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal.

Segundo informações da Assembleia Legislativa de Goiás, Amilton retornava de uma agenda eleitoral quando o veículo em que estava colidiu contra uma carreta estacionada.

A Polícia Rodoviária Federal informou que foi acionada por volta das 3h e que o parlamentar estava no banco dianteiro do veículo. Ele morreu no local.

Outros dois ocupantes do automóvel, o motorista e um videomaker da equipe, foram socorridos e encaminhados para atendimento médico. Segundo a PRF, eles tiveram ferimentos leves.

O motorista da carreta não ficou ferido.

As causas e as circunstâncias do acidente permanecem sob apuração da Polícia Rodoviária Federal.

Amilton Filho estava em campanha pela reeleição para a Assembleia Legislativa de Goiás e cumpria compromissos políticos em diferentes municípios do estado.

Natural de Anápolis, Amilton Batista de Faria Filho nasceu em 27 de julho de 1985.

Era advogado, servidor público estadual e graduado em Direito pela UniEvangélica.

Também possuía pós-graduação em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário pela Universidade Cândido Mendes.

Antes de ingressar formalmente na política partidária, participou de movimentos estudantis e chegou a presidir o diretório acadêmico do curso de Direito da UniEvangélica.

Entre 2007 e 2017, atuou como servidor público estadual.

Sua trajetória eleitoral começou em Anápolis.

Em 2012, foi eleito vereador pela primeira vez, recebendo 2.965 votos.

Quatro anos depois, conquistou novo mandato no Legislativo municipal.

Durante a passagem pela Câmara Municipal de Anápolis, Amilton Filho foi escolhido para presidir a Casa no biênio 2017-2018.

Naquele período, esteve ligado a iniciativas como Câmara nos Bairros e Parlamento Jovem, além da realização do segundo concurso público da história da Câmara Municipal, segundo a biografia disponibilizada pela Alego.

Em 2018, Amilton disputou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás.

Naquela eleição, obteve 16.486 votos e iniciou seu primeiro mandato como deputado estadual em 2019.

Em 2022, já filiado ao MDB, foi reeleito com 46.556 votos, recebidos em 211 dos 246 municípios goianos.

Assim, exercia o segundo mandato como deputado estadual quando sofreu o acidente.

Na Assembleia Legislativa, Amilton teve atuação em diferentes comissões parlamentares.

Nos últimos dois anos, presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, uma das principais comissões permanentes da Casa.

Também participou da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, da Comissão de Educação e da Comissão de Organização dos Municípios.

Ao longo dos mandatos, apresentou atuação relacionada a municípios, educação, saúde, geração de emprego e renda e defesa do consumidor, conforme registros institucionais da Assembleia Legislativa.

A ligação política com Anápolis permaneceu durante toda a trajetória do parlamentar.

Mesmo após chegar à Assembleia Legislativa, Amilton Filho manteve o município como uma de suas principais bases de atuação e representação política.

A morte provocou uma onda de manifestações de pesar entre autoridades, lideranças políticas, amigos, familiares e moradores de Anápolis.

O velório foi realizado no Ginásio Internacional Newton de Faria e reuniu familiares, moradores e diversas autoridades estaduais. O corpo chegou ao local escoltado pelo Corpo de Bombeiros e foi recebido sob aplausos.

Entre as autoridades presentes estavam o governador Daniel Vilela, o ex-governador Ronaldo Caiado, o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, além de deputados estaduais, federais, prefeitos e vereadores.

A irmã do parlamentar, Andréa Rezende, presidente da Câmara Municipal de Anápolis, agradeceu as homenagens prestadas à família e pediu orações durante a despedida.

Após o velório, o cortejo seguiu para o Cemitério São Miguel, em Anápolis.

O sepultamento ocorreu no início da noite de sábado, por volta das 18 horas.

A Assembleia Legislativa de Goiás decretou luto oficial de cinco dias pela morte do deputado.

O presidente da Alego, Bruno Peixoto, cancelou compromissos políticos e manifestou publicamente pesar pela perda do colega.

Durante o velório, parlamentares de diferentes partidos também lembraram a convivência com Amilton Filho e destacaram o diálogo mantido por ele dentro da Assembleia Legislativa.

Amilton Filho era casado com Ana Caroline Guimarães e deixa dois filhos, Samuel e Laura.

A morte ocorreu em meio ao período eleitoral de 2026.

O parlamentar disputava o terceiro mandato consecutivo na Assembleia Legislativa e estava em campanha pela reeleição.

Inicialmente, as informações divulgadas apontavam que o veículo no qual Amilton viajava havia colidido contra uma carreta estacionada.

Posteriormente, os dois sobreviventes que estavam no automóvel relataram uma dinâmica diferente.

Segundo o motorista Alessandro José Costa e o jornalista e videomaker Glauber Érick, a caminhonete teria atingido a lateral esquerda de um caminhão que seguia lentamente à frente e capotado após a colisão.

A própria Assembleia Legislativa destacou que essa dinâmica ainda depende da apuração oficial das autoridades.

Por isso, a posição do caminhão, a movimentação dos veículos e as causas efetivas do acidente ainda não podem ser tratadas como definitivamente esclarecidas.

Os dois sobreviventes permaneceram conscientes após o acidente e foram encaminhados para uma unidade hospitalar de Cristalina.

De acordo com informações divulgadas posteriormente, ambos passam bem.

O grupo seguia para Cristalina depois de cumprir uma agenda em Anápolis.

A programação previa que eles passassem a noite no município para participar de uma carreata no dia seguinte.

A morte de Amilton Filho também terá consequências administrativas e eleitorais.

Na atual legislatura, a Assembleia Legislativa deverá realizar os procedimentos previstos para o preenchimento da vaga deixada pelo parlamentar.

A Alego informou que o ex-deputado estadual Thiago Albernaz, também do MDB e atual diretor Legislativo da Casa, aparece como possível sucessor, embora a convocação ainda dependa de confirmação oficial.

No campo eleitoral, a situação da candidatura de Amilton Filho também deverá seguir os procedimentos previstos pela legislação eleitoral e pelas decisões do partido e da Justiça Eleitoral.

Durante o velório, o pai do parlamentar, Amilton Batista de Faria, pediu que apoiadores mantivessem adesivos e materiais de campanha até a eleição de 4 de outubro como forma de homenagem ao filho. A manifestação, porém, não representa juridicamente a continuidade da candidatura.

A despedida de Amilton Filho encerrou uma trajetória política iniciada na Câmara Municipal de Anápolis e que, ao longo dos anos, ganhou dimensão estadual.

Aos 41 anos, ele exercia o segundo mandato como deputado estadual e presidia uma das principais comissões da Assembleia Legislativa de Goiás.

Sua morte, ocorrida de forma repentina durante uma viagem de campanha, encerrou uma trajetória política marcada por quase 14 anos de mandatos eletivos.

Em Anápolis, cidade onde nasceu, iniciou a carreira política e construiu sua principal base eleitoral, a repercussão foi especialmente intensa.

Familiares, amigos, eleitores, autoridades e colegas de diferentes grupos políticos participaram das homenagens e da despedida.

As circunstâncias exatas do acidente continuarão sendo investigadas pelos órgãos responsáveis.

Enquanto isso, Anápolis e Goiás se despedem de um parlamentar que estava em plena campanha por mais um mandato e que deixa esposa, dois filhos e uma trajetória construída no Legislativo municipal e estadual.

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