Uma mulher de 30 anos afirmou ter vivido uma situação de constrangimento enquanto treinava em uma academia localizada no Setor Sul Jamil Miguel, em Anápolis, na tarde desta terça-feira (7).
Segundo o relato da aluna, ela realizava um exercício quando um homem, que não seria funcionário do estabelecimento, aproximou-se e teria tocado nela sem pedir autorização, alegando que iria corrigir a execução do movimento.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a mulher aparece emocionada e relata o impacto da situação.
“Eu não consigo parar de chorar e de tremer. Fiquei muito constrangida. Ele não estava do meu lado e veio até mim para corrigir o meu exercício. Ele não trabalha na academia. Eu sempre acompanho meus exercícios pelo aplicativo e, quando preciso de ajuda, peço para pessoas que conheço”, afirmou.
Durante o desabafo, a aluna fez questão de destacar que não atribui responsabilidade à academia pelo ocorrido. Segundo ela, os profissionais do estabelecimento costumam adotar uma postura respeitosa ao prestar orientações aos alunos.
“A academia não tem culpa. O local tem personais e, quando eles vão corrigir algum exercício, sempre pedem licença antes de colocar a mão na pessoa”, disse.
A mulher também ressaltou que a situação reforça a importância do respeito ao consentimento e aos limites individuais.
“As pessoas podem achar que é frescura, mas é um direito meu. Eu não gosto que ninguém encoste em mim sem a minha autorização. Eu me sinto incomodada”, declarou.
Até o momento, não há informações sobre o registro de boletim de ocorrência, nem manifestação oficial da academia ou do homem citado no relato.
O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a importância do consentimento em ambientes de convivência coletiva, inclusive em academias, onde orientações físicas devem ser realizadas, preferencialmente, com autorização prévia do aluno.
O Repórter Anápolis permanece à disposição da academia e da pessoa mencionada no relato para publicar seus posicionamentos, caso desejem se manifestar.

