O Tribunal do Júri condenou Valteir Guilherme de Morais a 20 anos, 8 meses e 16 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O caso, que chocou Anápolis pela brutalidade, teve o desfecho com a condenação do réu após julgamento realizado pelo júri popular.
Segundo as investigações, a vítima, Valdison Miguel Nunes, de 54 anos, foi assassinada a golpes de paulada. O corpo foi ocultado em um pequeno brejo localizado no Setor Residencial Jandaia I Etapa, onde permaneceu por cerca de 13 dias, até ser encontrado na tarde de 7 de novembro de 2024.
O cadáver foi localizado por um jardineiro que realizava serviços em um salão de festas da região. Ao sentir um forte odor vindo de uma área de mata, ele decidiu verificar a origem e encontrou o corpo submerso em um córrego de difícil acesso. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para realizar o resgate.
Na época, familiares relataram que a vítima apresentava sinais de espancamento, reforçando a suspeita de homicídio. As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), identificaram Valteir Guilherme de Morais como autor do crime.
Conforme apurado durante a investigação e confirmado no julgamento, o homicídio teria ocorrido após uma discussão motivada pelo consumo de bebida alcoólica. Segundo as informações, o autor se irritou porque a vítima teria consumido toda a bebida que ambos ingeriam, iniciando uma agressão que terminou de forma fatal.
Pelo crime de homicídio, a pena aplicada foi de 19 anos e 3 meses de reclusão. Já pela ocultação de cadáver, a condenação foi de 1 ano e 5 meses. Somadas, as penas resultaram em 20 anos, 8 meses e 16 dias de prisão.
O julgamento encerra um dos casos de maior repercussão registrados em Anápolis nos últimos anos, marcado pela violência empregada no crime e pela tentativa de ocultar o corpo da vítima para dificultar as investigações.
