Um homem foi preso em flagrante após duas crianças pequenas serem encontradas sozinhas dentro de um apartamento no Residencial Central Park I, localizado na Vila Goiás, em Anápolis. O caso aconteceu após moradores ouvirem uma das crianças chorando e gritando por socorro na janela do imóvel.

Segundo informações registradas pela Polícia Militar, a ocorrência começou quando a porteira do condomínio acionou as autoridades ao perceber uma criança, aparentando ter cerca de dois anos, debruçada na janela do terceiro andar, sem qualquer proteção, chorando intensamente e chamando pelo pai.

Diante do risco iminente de queda, equipes do Corpo de Bombeiros Militar, SAMU e Polícia Militar foram até o local. Conforme o relato policial, os agentes precisaram entrar no apartamento para verificar a situação, já que ninguém respondia no imóvel.

Dentro do apartamento, foram encontradas duas crianças, de aproximadamente 3 e 6 anos, completamente sozinhas. O menino mais novo era quem aparecia na janela pedindo socorro.

Ainda segundo a PM, o apartamento não possuía tela de proteção, aumentando o risco de um acidente grave. Fotos e vídeos da situação foram anexados ao procedimento policial.

O Conselho Tutelar foi acionado e compareceu ao local para acompanhar o caso e prestar assistência às crianças.

Enquanto as equipes aguardavam no condomínio, o pai das crianças chegou dirigindo um veículo e foi abordado pelos policiais. Questionado sobre onde estava, ele afirmou que procurava a mãe dos menores. No entanto, conforme o registro da ocorrência, os policiais relataram que o homem apresentava sinais incompatíveis com a justificativa apresentada.

Diante da situação e do entendimento de que as crianças estavam expostas a risco real, especialmente pela possibilidade de queda da janela do terceiro andar, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes.

A Polícia Civil informou que foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante pelo crime de abandono de incapaz, previsto no artigo 133 do Código Penal.

As crianças ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar, que acompanhará o caso.

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