Um grave atropelamento registrado por câmeras de segurança chocou moradores do bairro Jardim Primavera, em Anápolis, na tarde desta quinta-feira (7). O acidente aconteceu na Rua JP-34 e envolveu uma mulher grávida, duas crianças e uma motocicleta que realizava manobras perigosas na via.
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Segundo informações apuradas, o motociclista estaria praticando o chamado “grau” — manobra em que a moto é empinada sobre uma roda — quando perdeu o controle da direção. Nas imagens, é possível ver o momento em que o condutor, que levava outro indivíduo na garupa, desequilibra após a manobra e invade a trajetória das vítimas, atingindo violentamente a mulher grávida e as duas crianças que passavam pelo local.
O impacto causou desespero entre moradores da região, que correram para socorrer as vítimas logo após o acidente. A mulher e as crianças sofreram ferimentos e precisaram ser atendidas por equipes de emergência, sendo posteriormente encaminhadas para uma unidade hospitalar.
O que mais revoltou testemunhas foi a atitude do motociclista e do passageiro após o atropelamento. Conforme relatos, os dois fugiram rapidamente do local sem prestar qualquer tipo de socorro às vítimas, abandonando a cena do acidente.
A prática conhecida como “grau” tem sido alvo frequente de denúncias em Anápolis devido ao risco extremo provocado em vias públicas. Além de colocar a própria vida em perigo, condutores que realizam esse tipo de manobra expõem pedestres, motoristas e moradores a situações graves, como a registrada nesta quinta-feira.
Pela legislação brasileira, empinar motocicleta em via pública é considerado infração gravíssima, prevista no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), podendo resultar em multa, suspensão da CNH e apreensão do veículo. Em casos com vítimas, o condutor ainda pode responder criminalmente.
As imagens das câmeras de segurança deverão auxiliar na identificação dos envolvidos. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.
Moradores do Jardim Primavera afirmam que manobras perigosas com motocicletas têm sido frequentes na região e cobram fiscalização mais intensa para evitar novas tragédias.

