O influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser criador da página “Choquei”, foi transferido para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
A prisão ocorreu no âmbito de uma operação da Polícia Federal que investiga a prática de crimes financeiros, incluindo movimentações ilegais e lavagem de dinheiro.
Até a última sexta-feira (17), Raphael permanecia detido na sede da Polícia Federal. De acordo com informações da defesa, representada pelo advogado Frederico Moreira, a Justiça negou o pedido de revogação da prisão.
Na decisão, o magistrado responsável pelo caso destacou a necessidade de continuidade das investigações antes de qualquer medida de soltura, apontando que a liberdade do investigado poderia comprometer o andamento do processo.

Raphael foi preso na própria residência, em Goiânia, na quarta-feira (15), durante o cumprimento de mandados judiciais. A investigação aponta o uso de mecanismos para ocultação de valores, incluindo movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e operações envolvendo criptoativos.
Segundo a Polícia Federal, o volume financeiro investigado ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
💰 VALORES RECEBIDOS E VERSÃO DA DEFESA
Segundo a investigação, Raphael recebeu R$ 370 mil do funkeiro MC Ryan SP por serviços de publicidade. De acordo com o advogado Frederico Moreira, que representa o influenciador, em entrevista ao g1, os valores foram questionados pelo delegado Hugo Lisita durante o depoimento.
Do montante, R$ 270 mil foram identificados em movimentações entre 2024 e 2025 e R$ 100 mil como sendo uma transferência vinda de uma pessoa desconhecida.
“O Raphael suspeita que seja um terceiro que tenha pago algo em favor do MC Ryan”, disse o advogado.
Segundo Frederico, o influenciador não se lembra do nome do autor da transferência, mas acredita que seja um terceiro que tenha pago esse valor pelo MC Ryan, prática que acontece no meio artístico.
🔎 COMO O ESQUEMA TERIA FUNCIONADO
De acordo com as investigações preliminares, o influenciador estaria envolvido em um esquema estruturado para ocultar e dissimular a origem de valores ilícitos.
Entre as práticas apuradas estão:
- Utilização de terceiros e empresas para movimentação financeira
- Operações com criptomoedas para dificultar rastreamento
- Transporte de grandes quantias em dinheiro vivo
- Fracionamento de valores para evitar identificação pelos órgãos de controle
A Polícia Federal investiga se houve participação de outras pessoas no esquema, o que pode ampliar o alcance da operação.
⚖️ O QUE PODE ACONTECER AGORA
Caso as suspeitas sejam confirmadas, Raphael poderá responder por crimes previstos na legislação penal brasileira, principalmente:
📌 Lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998)
- Pena: de 3 a 10 anos de reclusão, além de multa
📌 Organização criminosa (Lei nº 12.850/2013)
- Pena: de 3 a 8 anos de reclusão, podendo ser aumentada
📌 Crimes contra o sistema financeiro nacional (Lei nº 7.492/1986)
- Pena pode variar de 2 a 12 anos, dependendo da conduta
Além das penas de prisão, o investigado pode sofrer:
- Bloqueio de bens e contas bancárias
- Quebra de sigilo fiscal e bancário
- Perda de valores considerados ilícitos
- Ações cíveis para reparação de danos
A continuidade da investigação poderá resultar no indiciamento formal e, posteriormente, em denúncia pelo Ministério Público Federal.
📌 INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO
A Polícia Federal segue apurando o caso para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão das irregularidades.
Novas fases da operação não estão descartadas.
A defesa do influenciador ainda pode recorrer das decisões judiciais ao longo do processo.
O caso chama atenção pelo alto volume financeiro envolvido e pela relevância do investigado nas redes sociais, reforçando o alerta sobre crimes digitais e financeiros no país.




