O fazendeiro José Alves Carneiro, de 57 anos, suspeito de matar o empresário Júlio César de Araújo, de 55, foi preso na segunda-feira (13) após se apresentar espontaneamente à delegacia em Ceres, na região central de Goiás.
De acordo com a Polícia Civil, ele compareceu acompanhado de um advogado, foi interrogado e teve o mandado de prisão temporária cumprido. A ordem judicial havia sido expedida pela 2ª Vara Criminal de Ceres.
No dia do crime, ocorrido na última sexta-feira (10), equipes das delegacias de Ceres e Rialma, com apoio da Polícia Militar, realizaram buscas para localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado. A apresentação foi previamente comunicada pela defesa. Até o momento, os advogados informaram que não irão se manifestar sobre o caso.
Crime foi registrado por câmeras
O assassinato foi registrado por câmeras de segurança da loja da vítima. As imagens mostram o início de uma discussão dentro do estabelecimento, que rapidamente evolui para agressões físicas.
Uma funcionária tenta separar os dois, mas a briga continua do lado de fora. Em outro ângulo, é possível ver o momento em que os envolvidos trocam socos e chutes, até que o empresário cai no chão e é atingido por disparos.
Um vídeo gravado por uma testemunha também registrou a cena. Nele, é possível ouvir cerca de cinco tiros. Após o crime, o suspeito entra em uma caminhonete e deixa o local, enquanto pessoas se aproximam para socorrer a vítima, que morreu ainda no local.
Dívida teria motivado o homicídio
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo uma dívida de alto valor. Em depoimento, o suspeito afirmou que era amigo antigo da vítima e que teria emprestado uma quantia significativa durante a pandemia.
Ainda conforme relatado, o empresário vinha pedindo prazo para quitar o débito, mas recentemente teria negado a existência da dívida e se recusado a pagar. A situação teria provocado a discussão que terminou em violência e morte.
José Alves Carneiro foi encaminhado para a Unidade Prisional de Ceres, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do crime.
