Um caso grave envolvendo uma criança picada por cobra na zona rural de Anápolis está gerando revolta e preocupação entre familiares, que denunciam um possível erro no atendimento inicial.

De acordo com relato encaminhado à reportagem, a vítima foi socorrida rapidamente após a picada e levada a uma unidade de saúde. Segundo a família, o atendimento ocorreu cerca de 30 a 40 minutos após o incidente, dentro de um tempo considerado adequado para intervenção.
No entanto, a principal denúncia é de que o soro antiofídico aplicado não seria o correto para o tipo de serpente envolvida.
Ainda conforme o relato, a família conseguiu capturar o animal e o levou até o hospital para auxiliar na identificação. Eles afirmam que a cobra seria uma cascavel, mas teria sido inicialmente identificada como jararaca.


Após o atendimento, o quadro da criança se agravou significativamente, sendo necessário o encaminhamento para uma unidade de maior complexidade. A vítima foi transferida para um hospital em Goiânia, onde deu entrada em estado grave e precisou ser internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo familiares, a criança apresentou comprometimento de órgãos como rins, pulmão e também alterações cardíacas, exigindo cuidados intensivos e uso de suporte respiratório.
A família também questiona a ausência, no momento inicial, de um especialista para a correta identificação do animal, o que teria impactado diretamente na conduta médica adotada.
O caso teria ocorrido na zona rural de Anápolis, nas proximidades de uma estrada vicinal da região.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da unidade de saúde envolvida sobre as denúncias.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes, podendo envolver análise técnica sobre o atendimento prestado e a adequação do protocolo utilizado.
A situação acende um alerta sobre a importância da correta identificação de animais peçonhentos e da aplicação adequada do soro específico em casos de acidentes com serpentes.




