Anápolis, 11 de novembro de 2024 – Os trabalhadores do transporte público de Anápolis decidiram iniciar uma greve no dia 25 de novembro. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (SITTRA), realizada neste domingo (10). A paralisação é uma resposta à falta de negociação do acordo coletivo de trabalho com a Urban, empresa responsável pelo serviço na cidade.

De acordo com Adair Rodrigues, presidente do SITTRA, a data-base da negociação é junho, mas até o momento a empresa não apresentou uma contraproposta. “Sem avanços nas tratativas, a categoria foi forçada a tomar essa decisão”, explicou Rodrigues.

Negociações e Subsídios

Ofícios sobre a negociação salarial foram enviados para várias entidades, incluindo sindicatos patronais, a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a Agência Reguladora Municipal (ARM), a Polícia Militar, a Câmara Municipal e a própria Prefeitura de Anápolis.

É importante destacar que a Urban já recebe um subsídio da gestão municipal para garantir o pagamento da data-base de junho de 2023 aos trabalhadores. O valor, aprovado na Câmara Municipal, é de R$ 1.306.421,20. Além disso, foram aprovados um vale-transporte social, que gerou um repasse de R$ 4 milhões para a empresa, e a isenção do ISS, economizando R$ 100 mil mensais para a Urban.

Histórico de Greves

A insatisfação dos trabalhadores com a Urban não é recente. Em fevereiro deste ano, uma greve resultou em atrasos para milhares de pessoas que dependem do transporte público para se deslocar ao trabalho. Naquela ocasião, a reivindicação também era salarial. A paralisação resultou nas movimentações apresentadas no Legislativo Municipal, mencionadas anteriormente.

Expectativas e Próximos Passos

O sindicato afirma que continua aberto ao diálogo e espera que a Urban apresente uma proposta antes da data marcada para a paralisação. No entanto, até o momento, a empresa não se pronunciou sobre o impasse, limitando-se a informar que depende do Poder Público para formalizar uma oferta de reajuste.

A situação permanece tensa, e a comunidade aguarda ansiosamente por uma resolução que evite a paralisação dos serviços de transporte público na cidade.

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