A goiana Rayssa Miranda, de 29 anos, morreu em Portugal após passar por uma cirurgia emergencial. Segundo familiares, ela tratava uma possível endometriose e havia ido ao hospital apenas para entregar exames, mas sofreu uma hemorragia ainda no estacionamento da unidade de saúde.
De acordo com relato do irmão, Roger Castro Miranda, Rayssa foi levada imediatamente para o centro cirúrgico, mas sofreu uma parada cardíaca durante o procedimento e não resistiu. “Ela tinha apenas 29 anos, muitos sonhos pela frente. Lá em Portugal só estavam ela e o marido”, disse Roger, emocionado.
O caso
Rayssa vivia em Portugal de forma regularizada e já tinha passagem comprada para o Brasil, onde passaria férias com a família em maio deste ano. A jovem era descrita por parentes e amigos como uma pessoa meiga, solidária e atenciosa. “Ela era uma menina de coração enorme, se preocupava com todos”, afirmou o irmão.
A morte precoce gerou comoção entre familiares e amigos, que aguardavam ansiosamente sua visita ao Brasil. Nas redes sociais, mensagens de pesar e homenagens se multiplicaram, destacando sua personalidade generosa e o impacto que deixou na vida das pessoas próximas.
Mobilização da família
Com o falecimento, a família iniciou uma vaquinha online para arrecadar recursos e viabilizar o traslado do corpo para Goiás. Os custos do procedimento são elevados e exigem apoio financeiro. A intenção é que Rayssa seja sepultada em sua terra natal, cercada pelos familiares e amigos que não puderam estar ao lado dela nos últimos momentos.
Enquanto aguardam a conclusão dos trâmites legais em Portugal, os parentes buscam forças para lidar com a dor e com os procedimentos burocráticos necessários após a morte.
Contexto médico
Rayssa estava em acompanhamento por suspeita de endometriose, condição que afeta milhões de mulheres em todo o mundo e pode provocar dores intensas, hemorragias e complicações graves. Embora ainda não houvesse diagnóstico definitivo, ela já realizava exames e buscava tratamento.
A súbita hemorragia que sofreu ao chegar ao hospital reforça a gravidade da situação e a necessidade de atenção médica imediata. Infelizmente, mesmo com a intervenção emergencial, o quadro evoluiu para parada cardíaca durante a cirurgia.
