O serviço de inteligência da Segurança Pública de Goiás interceptou mensagens atribuídas a integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), nas quais havia ordens explícitas para “tocar o terror” em residências de policiais de Aparecida de Goiânia. Em uma das comunicações, o endereço de um agente público chegou a ser destacado, evidenciando o nível de intimidação planejado contra servidores da segurança.

Segundo informações divulgadas pelo delegado Humberto Teófilo, responsável por operações recentes de combate ao tráfico de drogas na região, as ameaças surgiram após uma série de prisões e ações intensificadas contra o crime organizado. O delegado afirmou que recebeu duas comunicações distintas relatando ordens de execução atribuídas a lideranças da facção, mas reforçou que não irá recuar diante das intimidações. Ele também solicitou escolta e medidas adicionais de proteção para os agentes envolvidos nas operações.

Clima de tensão e reforço da segurança

As mensagens interceptadas revelam uma tentativa clara de retaliar contra o trabalho policial. O fato de endereços de agentes públicos terem sido mencionados aumenta a gravidade da situação, pois demonstra que os criminosos estão monitorando a rotina de servidores da segurança.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que já está em andamento um plano emergencial de proteção, com reforço de patrulhamento em áreas sensíveis e monitoramento constante das comunicações entre membros da facção. O objetivo é neutralizar qualquer tentativa de ataque e garantir a integridade dos policiais e suas famílias.

Histórico de enfrentamento ao crime organizado

Nos últimos meses, operações coordenadas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar resultaram em prisões de integrantes do PCC em Aparecida de Goiânia e municípios vizinhos. Essas ações desarticularam pontos de tráfico de drogas e apreenderam armas de fogo, veículos e grandes quantidades de entorpecentes.

O delegado Humberto Teófilo destacou que o enfrentamento ao crime organizado é uma prioridade e que não haverá recuo diante das ameaças.

“Nosso papel é proteger a sociedade e combater o tráfico de drogas. Essas intimidações apenas reforçam que estamos no caminho certo”, declarou.

Panelas envenenadas enviadas ao 4º DP

Como parte das ameaças relacionadas ao combate ao tráfico, o delegado relatou ter recebido, em duas ocasiões, panelas com substâncias suspeitas deixadas na sede da delegacia onde atua. Em uma das situações, o objeto também teria como destinatário uma escrivã do local. Imagens do circuito interno do 4º Distrito Policial registraram uma mulher entrando na unidade para deixar o material. Os itens foram descartados e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás.

De acordo com relatos do agente público, as ameaças iniciaram após operações que desarticularam pontos de venda de drogas em diferentes regiões da cidade. Há menção ao envolvimento de facção parceira do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na quarta-feira (18), o delegado formalizou pedido à Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) de reforço da equipe e ampliação de medidas de segurança para garantir sua integridade física e a de seus familiares. Uma força-tarefa será desencadeada para identificar os responsáveis pelas ameaças.

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