O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem foi cumprida pela Polícia Federal por volta das 6h, e o ex-chefe do Executivo foi conduzido à Superintendência da PF, onde permanecerá em uma sala de Estado — espaço reservado a autoridades com prerrogativas de foro.
Segundo informações apuradas pelo portal Conexão Política, a prisão foi motivada por um suposto risco à ordem pública. Em nota oficial, a Polícia Federal confirmou o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pelo STF. A medida, de natureza cautelar, tem caráter provisório e não está vinculada ao cumprimento de pena.
Bolsonaro já se encontrava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que o acusou de violar restrições judiciais. De acordo com Moraes, o ex-presidente utilizou perfis de aliados — incluindo os de seus três filhos parlamentares — para divulgar mensagens classificadas como incentivo a ataques ao STF e apoio à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro.
A prisão deste sábado ocorre em meio a uma condenação ainda pendente de recursos. Em setembro, o STF sentenciou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A decisão ainda não transitou em julgado e está sob análise dos recursos apresentados pela defesa.
Na véspera da prisão, os advogados do ex-presidente protocolaram um pedido ao ministro Alexandre de Moraes solicitando a substituição do regime fechado por prisão domiciliar humanitária. A defesa alegou que Bolsonaro apresenta um “quadro clínico grave”, sofre de “múltiplas comorbidades” e que sua ida ao sistema prisional comum representaria “risco concreto à vida”.
