A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás, por meio da Comissão de Fiscalização e com apoio da subseção de Anápolis, lançou a campanha “OAB Fiscaliza”, voltada ao combate à captação indevida de clientes — prática conhecida popularmente como “advogado de porta de cadeia”.
A ação tem como foco principal coibir abordagens predatórias nas imediações da Central de Flagrantes, onde cidadãos em situação de vulnerabilidade são frequentemente aliciados por profissionais que desrespeitam o Código de Ética e Disciplina da advocacia.

“A captação indevida de clientes, especialmente em um ambiente como a porta da Central de Flagrantes, é uma prática que não apenas fere frontalmente o nosso Código de Ética, mas também avilta a advocacia e expõe nossa classe a uma situação vexatória e degradante”, afirma o comunicado oficial da campanha.
A iniciativa denuncia a mercantilização da profissão, que transforma momentos delicados — como prisões em flagrante — em oportunidades de leilão de serviços jurídicos. Segundo a OAB, essa conduta compromete a imagem da advocacia e prejudica o acesso da população a uma representação ética e qualificada.
“Ações de fiscalização rigorosas como esta são fundamentais para resgatar a dignidade da advocacia, proteger as prerrogativas profissionais e, acima de tudo, garantir que o cidadão tenha acesso a uma representação jurídica livre de abordagens predatórias.”
A campanha também reforça que a medida não é pontual, mas parte de um esforço contínuo e implacável para depurar a classe e reafirmar o compromisso da advocacia com a justiça e a cidadania — e não com o oportunismo.
