Ação Contra o Comando Vermelho Deixa Mais de 120 Mortos

Quatro criminosos com extensa ficha criminal no estado de Goiás estão entre os mais de 120 mortos em uma megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), na última terça-feira (28). A ação, considerada a mais letal da história do estado fluminense, teve como alvo membros do Comando Vermelho.

O Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou a morte dos quatro goianos e lamentou o alto número de vítimas, incluindo quatro policiais (dois sargentos do Bope e dois agentes da Polícia Civil).

Identidade dos Criminosos de Goiás

  • Adan Pablo Alves de Oliveira: Condenado por homicídio qualificado em Trindade (GO), por ter executado um jovem que o denunciou por tráfico de drogas.
  • Eder Alves de Souza: De 37 anos, com passagens por roubo, porte ilegal de arma de fogo e condenado por roubo. Ele era procurado por explosão de caixas eletrônicos e assalto a mão armada em hotel em Caldas Novas, com uso de armas de grosso calibre.
  • Marcos Vinicius da Silva Lima: Conhecido como “Rodinha”, possuía uma extensa ficha criminal, incluindo adulteração de veículos, receptação, roubo majorado e tráfico de drogas.
  • Rafael Resende Ferreira: De 31 anos, preso em 2017 pelo assassinato do filho de um Policial Militar, motivado por uma dívida de R$ 400, conforme a Polícia Civil.

Todos os mortos de Goiás tinham passagens policiais, principalmente por tráfico de drogas, e atuavam entre os integrantes das facções criminosas nas comunidades cariocas.

Detalhes da Operação

A megaoperação durou mais de 12 horas e contou com a mobilização de diversas forças de segurança, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro, com o objetivo de cumprir mandados de prisão.

O alto número de mortes reascendeu o debate sobre a política de segurança pública e motivou o governador Caiado a expressar solidariedade ao governador Cláudio Castro (RJ) e oferecer apoio das forças de segurança goianas no combate ao narcotráfico. A ação está sob investigação do Ministério Público e da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

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