Banco Central anunciou mudanças significativas no Mecanismo Especial de Devolução (MED) do PIX, que entrarão em vigor a partir de outubro. O processo passará a ser 100% digital e poderá ser feito diretamente pelo aplicativo do banco, sem a necessidade de contato com call centers. A medida buscará reduzir a burocracia e aumentar a chance de bloquear valores antes que sejam totalmente dissipados.
Entre as novidades destaca-se a possibilidade de recuperar dinheiro de outras contas para onde os fraudadores tenham transferido os recursos e não apenas da conta que recebeu originalmente o PIX. Essa alteração corrige uma brecha que permitia aos criminosos esvaziarem rapidamente os valores, dificultando a restituição.
O Banco Central estabeleceu ainda que os recursos poderão ser devolvidos em até 11 dias após a contestação. A funcionalidade será disponibilizada de forma opcional a partir de novembro, mas se tornará obrigatória em fevereiro de 2026, ampliando a padronização entre todas as instituições financeiras.
Com o compartilhamento de informações entre bancos, o sistema ganha musculatura para identificar contas suspeitas e coibir reincidências. O resultado esperado é maior proteção aos usuários, mas especialistas alertam que disputas comerciais ou erros de digitação em chaves PIX continuam fora do alcance do MED, mantendo riscos residuais para o consumidor.
Fontes: Forbes Brasil, Agência Brasil, Banco Central do Brasil
