Uma denúncia mobilizou a Polícia Militar na manhã de terça-feira, após uma testemunha, M.A.S., relatar ter ouvido gritos e sons de agressão vindos da residência vizinha. Segundo o relato, o suspeito desmaiado sua companheira ao joga lá contra parede e bater a cabeça.

No local, os policiais foram recebidos por J.S.L., que apresentou a adolescente M.D.S.S. como sua esposa. A menor negou ter sofrido agressões, mas a testemunha foi novamente contatada e afirmou que a verdadeira vítima seria M.S.S., mulher adulta que também residia na casa. Diante da nova informação, os agentes tentaram acessar o imóvel, sendo impedidos pelo suspeito, que passou a resistir fisicamente e investiu contra os policiais.

🚨 Violência confirmada e resistência à abordagem

Após o uso proporcional da força, os policiais conseguiram entrar na residência, onde encontraram M.S.S. caída ao chão em um dos cômodos, com lesão aparente na cabeça. A cena foi registrada em imagens anexadas ao boletim de ocorrência.

Durante a contenção, J.S.L. demonstrou comportamento agressivo, resistindo à imobilização e sendo algemado. No deslocamento até a delegacia, o suspeito desferiu chutes contra o compartimento da viatura, causando danos materiais, devidamente registrados em vídeo.

🧪 Destruição em cela recém-inaugurada no IML

Autor e vítima foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para exames de corpo de delito. Já nas dependências do IML, o suspeito voltou a apresentar comportamento violento, danificando paredes e grades da sala de espera. O ato foi presenciado pelo médico legista.

O episódio mais grave ocorreu quando J.S.L. destruiu a cela de contenção do instituto — estrutura que havia sido inaugurada na manhã do dia anterior. Com menos de 12 horas de funcionamento, a cela foi completamente danificada pelo autor, que se encontrava em estado de agitação extrema. O incidente gerou indignação entre os servidores e será objeto de apuração interna.

💬 Ofensas à guarnição e antecedentes criminais

Durante toda a ocorrência, o autor proferiu insultos e palavras de baixo calão contra os policiais, chamando-os de “vagabundos” e ameaçando os agentes. A postura agressiva se manteve durante todo o trajeto e nos procedimentos posteriores.

Na Central de Flagrantes, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante Delito. Em consulta ao sistema BNMP, foi constatada a existência de mandado de prisão em aberto contra J.S.L., com validade até maio de 2027, conforme documentação anexada ao processo.

📑 Encaminhamentos e medidas de proteção

A vítima M.S.S. foi encaminhada para atendimento médico e psicológico, e será acompanhada pela rede de proteção à mulher. A Polícia Civil dará continuidade às investigações, incluindo a verificação da identidade da menor apresentada inicialmente e o possível envolvimento em outros delitos.

O caso reforça a importância da denúncia e da atuação rápida das forças de segurança no combate à violência doméstica.

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