Hoje, segunda-feira, 18 de agosto, às 19h, será celebrada a missa de sétimo dia da professora Lud Brenda, na Catedral Bom Jesus, em Anápolis – GO.

Nascida em 06/04/1986, Lud nos deixou em 12/08/2025, deixando uma lacuna irreparável em nossos corações. Educadora apaixonada, mulher de alma generosa e sorriso acolhedor, Lud marcou profundamente a vida de seus alunos, colegas e amigos. Sua partida repentina nos convida a refletir sobre temas que muitas vezes são silenciados: a dor emocional, a saúde mental e o suicídio.


Reflexão: O silêncio que grita – sobre o suicídio e a prevenção

O suicídio é uma das principais causas de morte evitável no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos. No Brasil, estima-se que uma pessoa morre por suicídio a cada 45 minutos. Por trás desses números, há histórias como a de Lud Brenda — histórias de sofrimento silencioso, de batalhas internas que muitas vezes passam despercebidas.

É importante entender que o suicídio não é uma escolha simples ou egoísta. Ele é, na maioria das vezes, o resultado de um sofrimento psíquico profundo, de transtornos como depressão, ansiedade, bipolaridade, entre outros. Pessoas que pensam em suicídio geralmente não querem morrer — elas querem acabar com a dor. E quando não encontram alternativas, apoio ou compreensão, podem acreditar que não há saída.

Falar sobre suicídio é um ato de cuidado.
O tabu que envolve esse tema contribui para o isolamento de quem sofre. Muitos têm medo de serem julgados, incompreendidos ou ignorados. Por isso, é essencial que criemos espaços seguros de escuta, empatia e acolhimento. Perguntar “como você está de verdade?” pode ser um gesto transformador.

A prevenção começa com pequenos gestos:

  • Ouvir sem interromper.
  • Validar sentimentos, mesmo quando não os compreendemos.
  • Incentivar a busca por ajuda profissional.
  • Estar presente, mesmo em silêncio.
  • Compartilhar informações sobre saúde mental e serviços de apoio.

Também é fundamental que instituições de ensino, empresas e comunidades invistam em programas de saúde emocional, capacitação de profissionais e campanhas de conscientização. A dor emocional não tem idade, classe social ou profissão — ela pode atingir qualquer pessoa.

Se você está sofrendo, saiba: você não está sozinho.
Há caminhos, há ajuda, há esperança. Procurar um psicólogo, conversar com alguém de confiança ou ligar para serviços de apoio pode ser o primeiro passo para reconstruir sua história. Viver é difícil, mas também pode ser belo — e ninguém precisa enfrentar a escuridão sozinho.

Hoje, ao celebrarmos a vida de Lud Brenda, que tanto contribuiu para a educação e para o crescimento de tantos jovens, que possamos também renovar nosso compromisso com a vida. Que sua memória nos inspire a sermos mais atentos, mais humanos, mais presentes. Que possamos transformar dor em cuidado, silêncio em escuta, e ausência em ação.

🕯️ Que Lud descanse em paz. E que nós, os que ficamos, sejamos luz uns para os outros.

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