A sessão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás da terça-feira, 15, foi marcada por uma manifestação incomum. O advogado Jales Java dos Santos Lacerda Caliman, atuando em causa própria, protagonizou uma sustentação oral performática, combinando versos poéticos e movimentos de capoeira para defender sua causa.
Contexto jurídico
O advogado buscava o trancamento de uma ação penal e a exclusão de registros antigos de seu nome no sistema do Judiciário goiano. Ele responde por acusações como ameaça, desobediência, desacato, infração de medida sanitária e porte de drogas para uso pessoal. Lacerda alegou perseguição institucional e afirmou que sua ficha criminal foi “fabricada”.
“Rasgaram a lei no ato”
Vestido com óculos escuros e evocando referências à cultura afro-brasileira, iniciou sua sustentação com os versos:
“Foi prisão de um advogado sem a OAB estar presente. Rasgaram a lei no ato, de forma mais que evidente.”
Ao final, levantou-se e fez uma breve encenação com passos de capoeira, recitando:
“A gente leva rasteira, tem delas que vem pra matar. Mas quando a rasteira não mata, aproveite pra se levantar.”
Símbolo de resistência
Segundo o advogado, sua apresentação foi uma resposta simbólica às violações das prerrogativas profissionais da advocacia. Ele também solicitou que fossem oficiados o CNMP, o CNJ e a Corregedoria do TJ/GO.
