Na noite da última segunda-feira (14), um homem de 34 anos foi vítima de um sequestro-relâmpago após marcar um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento. O caso aconteceu no bairro Recanto do Sol, em Anápolis, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
A vítima relatou que iniciou contato com uma pessoa desconhecida no aplicativo Grindr – Bate-papo gay – que não tinha foto ou nome no perfil. Apesar disso, aceitaram marcar um encontro por volta das 20h30, em uma residência cujo endereço ele sabia chegar, embora não tivesse os dados exatos de quadra e lote. Durante a conversa, a pessoa enviou uma foto, que serviu para reconhecimento no momento do encontro.
O homem dirigiu-se ao local em seu Fiat Mobi Like branco, de placa CPT4C30. Ao chegar, foi recebido por um jovem moreno, de aproximadamente 1,75 m de altura, com um braço completamente tatuado, aparentando cerca de 25 anos. O suposto pretendente o convidou a entrar na casa e, pouco depois, mais quatro pessoas surgiram, iniciando o ataque.
Os criminosos — três homens e duas mulheres, todos magros — imobilizaram a vítima com fita adesiva transparente nos pulsos e na boca, obrigando-o a manter a cabeça baixa. Eles tomaram a chave do veículo, um celular Samsung A13 preto (número 62 99115-XXXX), carteira marrom com cartões de crédito Nubank e débito das instituições Mercado Pago, PicPay e Caixa Econômica Federal, além de documentos como CNH, título de eleitor e cartão do SUS.
A vítima foi colocada no porta-malas do próprio carro, estacionado na garagem da residência, enquanto todos os cinco criminosos embarcavam, inclusive com uma das mulheres sentada no colo de outro assaltante. Durante o trajeto, a blusa de frio da vítima foi colocada sobre sua cabeça para dificultar a visão.
Em seguida, entregaram-lhe novamente o celular, obrigando-o a desbloquear os aplicativos bancários. O homem lembra que houve transferência de valores de sua conta do PicPay, mas não soube especificar quanto nem para quais contas.
Depois de algum tempo circulando com a vítima no veículo, o grupo o abandonou em uma área isolada, nas proximidades da antiga Churrascaria Catarinense, às margens da BR-060. Ele conseguiu pedir ajuda a familiares e acionar as autoridades.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que está levantando informações com base nos dados repassados pela vítima, incluindo as características físicas dos envolvidos.
