O Brasil, líder absoluto na exportação de café para os Estados Unidos, envia em média oito milhões de sacas por ano aos americanos — que consomem cerca de 24 milhões de sacas anualmente, sendo os maiores consumidores da bebida no mundo.

A partir de 1º de agosto, está prevista a aplicação de uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados. A medida, segundo especialistas e autoridades do setor, tende a provocar um forte impacto no mercado norte-americano. Dados do governo dos EUA revelam que, entre junho de 2024 e maio de 2025, o preço do café no país já aumentou 32,4%, tendência que pode se intensificar com a nova tarifa.

Enquanto isso, no Brasil, o cenário pode trazer um alívio temporário ao consumidor nacional. Sem o volume exportado para os Estados Unidos, espera-se que uma quantidade maior de café seja direcionada ao mercado interno, aumentando a oferta e promovendo uma queda nos preços. Vale lembrar que o café brasileiro tem sofrido sucessivas altas desde as safras de 2020 e 2021, em razão de problemas climáticos que afetaram a produção.

Ainda não há consenso sobre os efeitos de longo prazo dessa taxação, mas produtores, comerciantes e consumidores brasileiros acompanham com atenção os próximos desdobramentos — que podem redefinir o fluxo internacional do café e o comportamento de preços nos mercados doméstico e externo.

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