A brasileira Juliana Marins, que faleceu após sofrer uma queda no Monte Rinjani, na Indonésia, teria sobrevivido por mais de 32 horas após o acidente, segundo novo laudo pericial apresentado nesta sexta-feira (11), em coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro.

Segundo relato da irmã, Mariana Marins, Juliana caiu por volta das 4h da manhã (horário local) de 21 de junho, e turistas que passavam pela trilha afirmaram ter ouvido seus gritos de socorro até as 18h51 do mesmo dia — quase 15 horas clamando por ajuda, segundo testemunhas.

O novo laudo foi elaborado por peritos brasileiros, incluindo o especialista Nelson Massini, que apontou que Juliana foi vítima de múltiplos traumatismos causados por uma segunda queda, ocorrida no paredão rochoso onde estava. “Foi uma morte agônica, hemorrágica, sofrida”, afirmou o perito.

Posição do corpo encontrado

A Defensoria Pública da União (DPU), representada pela defensora federal Taísa Bittencourt Leal Queiroz, acompanha o caso e está em diálogo com os familiares para definir os próximos passos legais, que podem envolver ações nas esferas criminal, cível ou internacional.

O caso levanta questionamentos sobre a segurança de trilhas turísticas em áreas remotas e os procedimentos de resgate adotados pelas autoridades locais. A família busca justiça e esclarecimentos sobre o tempo de resposta diante de um pedido de socorro persistente e ignorado por horas.

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