Cientistas da empresa norte-americana Colossal Biosciences, especializada em engenharia genética e conhecida por seus projetos de “desextinção”, anunciaram um novo e ambicioso foco de pesquisa: a moa gigante, uma espécie de ave extinta há cerca de 600 anos.

Ave não tinha aves e podia atingir mais de três metros de altura (Imagem: Colossal Biosciences

Originária da Nova Zelândia, a moa gigante podia atingir até três metros de altura e pesar mais de 200 quilos, sendo uma das maiores aves que já habitaram o planeta. Totalmente incapaz de voar, era parente distante do avestruz e do emu, e desapareceu após a chegada dos humanos à ilha, vítimas de caça predatória e degradação ambiental.

Segundo a Colossal Biosciences, o projeto visa utilizar tecnologias avançadas de edição genética, como o CRISPR, para inserir trechos de DNA da moa em células de aves vivas geneticamente próximas, recriando um embrião com características da espécie extinta. A iniciativa, segundo os cientistas, tem como objetivo restaurar ecossistemas prejudicados pela extinção de espécies-chave.

Esqueleto de moa gigante em museu da Nova Zelândia (Imagem: mikluha_maklai/Shutterstock

A prática da desextinção, embora promissora, também levanta debates éticos e ambientais: é seguro reintroduzir animais extintos em habitats que já se adaptaram à ausência deles? Quais seriam os impactos para a biodiversidade atual?

A Colossal já vem ganhando notoriedade por projetos semelhantes, incluindo a recriação do mamute-lanoso e do tilacino, também conhecido como tigre-da-Tasmânia. Com a moa gigante, o desafio se renova — não apenas no campo da biotecnologia, mas na maneira como humanidade encara seu papel na preservação e recuperação da natureza.

Peter Jackson, à esquerda, e o CEO da Colossal, Ben Lamm, seguram ossos da coleção de moas extintas (Imagem: Colossal Biosciences

Ave gigante não tinha asas

  • As moas são um grupo extinto de nove espécies de aves não voadoras endêmicas da Nova Zelândia. 
  • As duas maiores são a Dinornis robustus e a Dinornis novaezelandiae.
  • Elas podiam atingir 3,6 metros de altura com o pescoço estendido e pesavam cerca de 230 kg.
  • Estes animais não tinham asas e, por isso, não podiam voar.
  • Por milhares de anos, o herbívoro viveu na Nova Zelândia, se alimentando de árvores e arbustos.
  • Acredita-se que a ave foi extinta com a chegada dos humanos à região.
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