Estudo internacional comprova eficácia do modelo em Goiás, mesmo com oposição do atual governo e ação judicial questionando o programa

Repórter Anápolis

Um estudo publicado na renomada revista científica International Journal of Educational Development comprovou os impactos positivos dos colégios cívico-militares em Goiás, revelando avanços no desempenho acadêmico e na redução da violência escolar. No entanto, o sucesso do modelo enfrenta resistência do governo federal, que já sinalizou contrariedade a esse formato de ensino – uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, ONU atende PSol e recomendou o fim das escolas cívico-militares no Brasil.

Comitê de Direito das Crianças da ONU orientou que o Brasil proíba a militarização de escolas públicas em todos os estados e cidades. Até o momento, não há registro de que o Comitê da ONU tenha realizado visitas in loco às escolas cívico-militares brasileiras. As recomendações foram baseadas em:

  • Análises de políticas públicas
  • Relatórios e denúncias enviados por organizações e parlamentares;
  • Dados secundários sobre violência escolar e atuação policial;

Destaques da Pesquisa

A pesquisa, liderada pelo pós-doutor Jevuks Matheus de Araújo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), analisou 66 mil estudantes em 60 escolas de 47 municípios goianos, todas integrantes do programa dos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMG). Os resultados, comparando dados antes e após a adoção do modelo (entre 2013 e 2019), mostraram:
Queda de 10% nas reprovações
Aumento de 15,25 pontos em matemática (Prova Brasil)
Melhoria de 11,61 pontos em português
Crescimento de 0,6 no Ideb (Goiás está entre os líderes nacionais)
Redução da violência e indisciplina

Governo Federal é Contra, mas Estados Mantêm o Modelo

Apesar dos resultados positivos, o governo Lula criticou as escolas cívico-militares durante a campanha eleitoral, alegando que o modelo “militariza” a educação e limita a autonomia pedagógica. Em 2023, o Ministério da Educação (MEC) extinguiu o programa federal de escolas cívico-militares, criado na gestão anterior.

Além disso, uma ação no Judiciário, movida por entidades educacionais, questiona se a gestão compartilhada com militares fere a Constituição. Enquanto a decisão não sai, estados como Goiás, Paraná e Amazonas mantêm seus programas com recursos próprios.

Por que o Modelo Funciona em Goiás?

Os CEPMGs combinam:
🔹 Gestão compartilhada (educadores e militares)
🔹 Foco em disciplina e hierarquia
🔹 Acompanhamento individualizado
🔹 Ambiente escolar mais seguro e organizado

“O sucesso em Goiás mostra que o problema não é o modelo, mas como ele é aplicado“, afirma o professor Jevuks. “Aqui, há equilíbrio entre qualidade acadêmica e formação cívica, sem doutrinação.”

O Futuro das Escolas Militares

Enquanto o governo federal corta incentivos, Goiás mantém a expansão dos CEPMGs, com pais e alunos aprovando a metodologia. “Meu filho melhorou não só nas notas, mas no comportamento”, diz uma mãe de Anápolis.

Se a ação no STF for favorável, o modelo pode ser replicado nacionalmente. Caso contrário, a tendência é que estados continuem sustentando seus programas, como já ocorre em Goiás.

E você, é a favor ou contra as escolas cívico-militares? Deixe seu comentário!


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By Pietro

Formação em Direito Pós Graduado em Direito Cívil e Processo civil Estudante de Filosofia

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