Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) , ministro Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Pimenta (SECOM) durante a apresentação e coletiva de imprensa sobre o Programa de Democratização dos Imóveis da União, no Palácio do Planalto. | Sérgio Lima/Poder360 - 26.fev.2024

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira (25) um novo marco na política energética brasileira. A partir de 1º de agosto, o teor de etanol misturado à gasolina passará de 27% para 30%, resultando na nova gasolina E30. Já o diesel passará a conter 15% de biodiesel, no que será chamado de B15. A medida visa fortalecer a matriz energética nacional, ampliar o uso de combustíveis renováveis e reduzir os custos para os consumidores.

A decisão foi oficializada em reunião no Ministério de Minas e Energia (MME), conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Alexandre Silveira, com a presença de outros membros do colegiado. Para Lula, o avanço dos biocombustíveis coloca o Brasil em posição de liderança global. “A política de biocombustíveis é um modelo que ninguém vai conseguir competir com o Brasil. Estamos tentando fazer o possível para esse país mudar de patamar”, destacou.

O presidente ainda apontou a importância simbólica da decisão, sobretudo no contexto da COP30, conferência climática das Nações Unidas que será realizada em Belém (PA) em novembro. “Essa composição pode ser a fotografia do país que a gente precisa construir”, afirmou.

Segundo o governo, a substituição parcial dos combustíveis fósseis por alternativas renováveis como etanol e biodiesel representa uma redução significativa da dependência externa, menor impacto ambiental e estímulo à economia nacional. A previsão é que o novo índice de etanol torne o país autossuficiente em gasolina, algo que não ocorre há 15 anos. Com isso, estima-se uma queda de até 20 centavos no litro do combustível nas bombas.

O ministro Alexandre Silveira reforçou os efeitos positivos da medida: “Estamos vencendo a batalha do preço dos combustíveis e promovendo investimentos que vão gerar mais de R$ 10 bilhões e mais de 50 mil empregos diretos”.

A adoção do E30 e do B15 consolida o papel do Brasil como referência internacional em sustentabilidade e inovação energética — e sinaliza um passo decisivo rumo a um futuro mais limpo e economicamente estável.

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