A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou a comercialização do creme dental Colgate Clean Mint em todo o Brasil. A decisão foi tomada após um número significativo de relatos de eventos adversos associados ao uso do produto, incluindo inchaço, aftas e irritações bucais.

Creme dental Colgate Total Clean Mint teve lotes interditadas 

O produto, lançado em 2024, trouxe uma nova fórmula que substituiu o fluoreto de sódio pelo fluoreto de estanho. Apesar de ser amplamente utilizado em cremes dentais ao redor do mundo, o composto gerou preocupações entre consumidores brasileiros, que relataram sintomas como ardência, dormência nos lábios e boca seca. A Anvisa recebeu oito notificações envolvendo 13 casos de reações adversas entre janeiro e março de 2025. A suspensão tem caráter preventivo e visa proteger a saúde da população enquanto investigações mais aprofundadas são realizadas.

Entre os eventos relatados pelos consumidores estão lesões bucais, sensação de queimação, ardência, inflamação gengival e edema labial.

“Estes sintomas têm impactado significativamente a qualidade de vida dos consumidores, resultando, em alguns casos, em custos médicos, afastamento do trabalho, dificuldades para se alimentar e se comunicar, e sofrimento emocional”, diz um trecho da resolução da Anvisa.

Ainda segundo a Anvisa, a medida é restrita ao produto creme dental Colgate Total Clean Mint, considerando que houve um aumento na taxa de sintomas adversos da nova formulação em comparação à fórmula anterior. Portanto, as outras versões do produto não foram atingidas pela referida interdição e podem continuar sendo comercializadas.

Nas redes sociais, consumidores compartilharam experiências negativas, e o Procon-SP notificou a Colgate para esclarecer as medidas adotadas. A empresa afirma que a fórmula é segura e passou por testes rigorosos, mas reconhece que uma pequena parcela da população pode apresentar sensibilidade a certos ingredientes.

Usuários reclamam em postagem do produto no Instagram da marca (Foto: Redes Sociais)

O caso levanta questões sobre a transparência das empresas e a eficácia dos órgãos reguladores em garantir a segurança dos produtos. Enquanto isso, consumidores aguardam respostas e soluções para os problemas relatados.

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